janeiro 31, 2006
civilização

Se há livros que pesaram, mais ou menos conscientemente, na escolha da licenciatura que fiz foram estes. Como o tricot foram-me apresentados pela Irene, a mais velha e sábia da então geração mais nova da família. Primeiro O Golfinho (que continua a ser editado na língua original e foi um dos primeiros livros de letras pequeninas que li, talvez aos oito anos), depois o Theras e a sua cidade e finalmente A Filha Esquecida. A Ilha Branca, da mesma autora, trouxe-a há poucos dias de um alfarrabista (porque a Civilização nunca os reeditou), não sei se a pensar que a E. lhes pegará um dia com o mesmo gosto ou convencida de que lendo-o estarei de novo entre o mar e o areal quase deserto de um Verão de há vinte anos. Anyway lembrei-me hoje outra vez deles por causa desta série que ontem vi com uma versão actualizada desse deslumbramento.
Ai, ai, do que tu me foste lembrar!
Também eu tanto gostei desses mesmos livros e tantas e tantas vezes deles falei com a Ireninha!...
Também eu tenho muitas saudades e igualmente gostaria de um dia ver a minha sobrinhita lê-los com o mesmo deslumbramento...
... E acho que é esse mesmo deslumbramento que procuro a cada livro que leio!
Ohhh, acho que estou a dar saltos mentais de alegria, não conhecia NINGUÉM que tivesse lidos esses livros mesmo, e li-os tantas vezes quando criança. Tenho ( algures!) todos os livros dessa colecção que na altura ainda vendiam na feira do livro, mas o meu grande grande preferido é a Filha Esquecida. Foi o primeiro livro da biblioteca que me lembro de ler ( ou as Lendas e Narrativas da Antiga Roma), devia ter 7 anos e as vezes que requisitei para reler até comprar uma cópia para mim.
Nenhum dos outros livros dela teve o mesmo encanto para mim. A Ilha Branca é um bocadinho moralista cristã demais para mim, é mais datado de uma forma que a Filha Esquecida não está. Mas há uns anos descobri uma autora de romances históricos que adoro, a Gillian Bradshaw, o livro dela que prefiro Island of Ghosts toca um nadinha os mesmos temas mas de uma forma convincente e que não é missionária, mas mais não digo para não estragar o enredo. Se quiseres ler o Island of Ghosts posso emprestar! Não ofereço é os outros livros da Civilização porque não sei exactamente onde estão.
Por: Blossom em fevereiro 1, 2006 03:54 PM
Ai... que bom "ouver" falar destes livros!...
Fizeste-me lembrar como foi bom lê-los e também pensar como vai ser bom quando a M. os ler também e pudermos falar como são mágicos e nos fazem passear por sítios onde nunca estivemos e que se tornam tão nossos!
Obrigada!
Por: Irene em fevereiro 1, 2006 10:33 PM
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