agosto 21, 2006
lisbonense

Há meses que andava a namorar a montra da Sapataria Lisbonense, enquanto me decidia entre calçar ou não à E. uns sapatos mesmo a sério (porque pensando bem não tinha tido uns únicos até hoje cuja sola não fosse de borracha). A experiência, que já resultou num par de pés felizes, fez-me pensar que 1. há anos que não entrava numa sapataria propriamente dita; 2. só tenho e só tive nos últimos anos um par de sapatos sem sola de borracha e as vezes que os usei contam-se pelos dedos de uma mão; 3. esses mesmos sapatos são também, que me lembre (e apesar do nome enganador da marca), os únicos sapatos portugueses que tive em talvez mais de dez anos (!).
Alguns links atrasados:
Denise Burge (via Whip Up).
Piece of Cake: este estojo, estes bonecos e as outras imagens todas.
Sapataria Lisbonense
Rua Augusta, 202/4
1100-005 - Lisboa
Na idade dela tive assim uns do género, embora vermelhos e com furinhos em todo o sapato.
Adorava-os e achava-me linda com eles.
Sandra
Por: Sandra Pereira em agosto 21, 2006 09:10 PM
Acho que quase todas as pessoas da nossa idade tiveram uns assim... Tão lindinhos.
Por: mimiko em agosto 21, 2006 09:54 PM
Estando ou não na "moda", o que deveria ser moda é que todos os sapatos tivessem sola sem ser borracha. Seriam extremamente saudáveis à saúde, no entanto insistimos em usar borracha a isolar-nos do planeta. São lindo, pelo aspecto perfeito que têm. Beijinhos.
Por: Susana Henriques em agosto 22, 2006 09:17 AM
Engraçado, todos os sapatos da minha filha são assim (desde os primeiros que calçou).
Para mim são os sapatos "de menina", para ela são os sapatos "de princesa".
Por: Carla M. em agosto 22, 2006 10:07 AM
São bem bonitos, mas fizeram-me lembrar outros infinitamente feios que todos os anos me compravam nessa mesma sapataria. Na altura era a única que fabricava sapatos ortopédicos e, como tinha pé chato, fui obrigada a arrastá-los durante anos - ou seja desde que comecei a andar até aos 13. O resultado foi um trauma estético que me faz fugir de tudo quanto me traga à memória aqueles grilhões e ainda vários traumas físicos (joelhos esfolados, etc.) decorrentes da "patinagem" na calçada por falta de atrito. Ainda hoje tenho pânico de sentir o chão escorregar debaixo dos pés e quando compro sapatos de sola só me atrevo a calçá-los depois de terem capas de borracha...
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