março 19, 2007
...

Com quatro pessoas muito constipadas em casa (andava eu a gabar-me de nenhum virus nos ter deitado mão este Inverno) e febre que chegue pelo menos para duas delas não há trabalho para mostrar. Em vez disso, a minha nova remessa de cartões moo e, sobre slings:
A galeria crescente de bebés slingados e satisfeitos (também aqui) e novos padrões disponíveis na loja.
Recuperando o tempo perdido. Obrigada Pais da Alice.
Lindas lindas imagens descobertas pela Mary:

Spun. Originally uploaded by rebeccamissing.

Cute & Cuter. Originally uploaded by Kenny Maths.
março 15, 2007
bem-trapilho

Por cá e tanto quanto sei, a tecelagem ainda não foi muito apanhada pela onda (epidemia?) do chamado artesanato urbano (não gosto da designação mas não tenho outra melhor - talvez artesanato global? e-artesanato?). Provavelmente porque não é fácil acomodar um tear em casa (a não ser que seja um destes), mas a tecelagem é um do pontos altos do artesanato propriamente dito português e era interessante ver mais trabalhos novos nesta área. Isto tudo por causa dos trapos e dos tapetes que eu faria (como se tivesse tempo para isso) com as t-shirts velhas que não dão para quilts nem são fáceis de encaminhar para a reciclagem. Os tapetes de trapo devem existir há tanto tempo como os trapos e continuam a ser uma excelente ideia. Em Portugal há-os lindíssimos e por esse mundo fora também. São feitos com trapilho que, se não me engano muito, é desperdício da indústria têxtil, e que também pode ser tricotado (ainda que não seja fácil conseguir grandes resultados desta maneira). No flickr há um grupo (ainda pouco activo) dedicado ao material e vende-se ao peso, por exemplo aqui. A Rosários4 tem uma linha chamada Trapilho (sintético) e a Rowan desistiu de produzir o lindíssimo R2 (na foto).
março 02, 2007
ventura de gaspar

Da Ana (não-fotógrafa cujas fotografias me surpreendem sempre), só podia esperar uma imagem tão linda como esta, que me enviou hoje para a crescente galeria de clientes satisfeitos. O Gaspar parece mesmo ter regressado à barriga, dentro do seu sling cor de ameixa.
A semana passou a correr, entre o computador, as agulhas e o regresso ao meu outro trabalho. De corrida, alguns links:
Humor brasileiro sobre slings, aqui e aqui (via Mothern).
E, para as totós dos trapos como eu:
Designing Britain: the topography of taste in textile design and dress (via Print & Pattern).
Electronic swatchbook (via Whip Up).
São lindos os prédios de betão: e eu a pensar que era a única a ver quilts nas fachadas dos prédios.
março 01, 2007
continuando

Continuo a trabalhar no site da loja. Hoje, para além de um novo sling com o padrão Unikko (os de anteontem já arranjaram dono), consegui alinhavar esta página, que já fazia falta. Obrigada por todas as sugestões já enviadas e por enviar, e também pelos comentários sobre as entrevistas.
fevereiro 27, 2007
beta


Enquanto a remodelação d'A Ervilha Cor de Rosa avança aos poucos, resolvi publicar já a nova versão da loja, mesmo que muitos links ainda não vão dar a lado nenhum e as prateleiras estejam pouco recheadas. O endereço é www.aervilhacorderosa.com/shop e estreio-a com dois slings especiais, feitos com tecidos Marimekko. O das fotos deste post chama-se Unikko, está provavelmente no top dos padrões mais famosos do mundo ocidental e desde 1964 que corre o mundo.
E, por falar em slings, o melhor post que li sobre o assunto até hoje: Still fits.
Quanto à loja, agradeço todos os comentários e sugestões que me possam deixar.
fevereiro 15, 2007
bling bling

Este é daqueles tecidos africanos de que vou ter pena de não ter comprado mais metros. Dele nasceram dois slings (um deles para a A.) e agora alguns sacos. Estão na loja.

janeiro 29, 2007
novos slings

Os tecidos dos anos 70 que tenho usado estão quase a chegar ao fim, mas dos novos que encomendei entretanto já nasceram mais alguns slings. Estão na loja.



janeiro 22, 2007
mais

Novos tecidos para os próximos slings (chegam para dois por cada padrão) e a prova de que não é só a A. que fica bem neles - começam a chegar as fotos dos meus slings e os seus novos e refastelados ocupantes (obrigada Joana!):

E, por falar em bebés, parabéns Ana, Daniel e Gaspar!
janeiro 10, 2007
sling pfp

A juntar às outras pfp, que já mereciam ser arrumadas numa categoria própria, aqui ficam as respostas às perguntas frequentemente perguntadas sobre os slings, que além do mais são um óptimo pretexto para mais uma fotografia da A. a dormir num dos nossos:
Até que peso/idade do meu filho posso usar o sling?
De uma forma geral, até aos dois anos. A partir do momento em que a criança aprende a andar, o sling é um apoio para os (muitos) momentos de colo e não tanto um verdadeiro "meio de transporte" como nos primeiros meses. Creio que o bom-senso e a própria criança (bem como as costas de quem a transporta) indicarão a cada mãe/pai o momento em que o sling deve ser "reformado" (e passado a outro bebé ou, porque não, transformado numa manta de retalhos).
E é seguro?
Sim desde que usado cuidadosamente. Os pouch slings, como os que faço, não prendem o bebé como acontece com os baby-bjorn (de que também sou adepta) e outros porta-bebés "convencionais". Ele fica apenas aconchegado dentro do tecido, mas suficientemente estável para que um ou os dois braços de quem o transporta fiquem livres. Obviamente, não se pode fazer o pino, dar cambalhotas ou andar de bicicleta com o bebé no sling. Também é importante lembrar que os braços do bebé ficam à altura dos nossos, pelo que é preciso manter distância do fogão, de objectos perigosos, etc.
Mas o bebé não fica todo tortinho, coitadinho?
Não é isso que dizem milhões de mães por esse mundo fora e médicos conceituados, mas muitas velhinhas na rua já mo perguntaram, tal como acham que no baby-bjorn fica todo esticadinho, coitadinho. Na dúvida, peça-se e siga-se o conselho do pediatra.
Um tubo de pano... Como é que vou saber se estou a usá-lo bem?
O sling pode ser usado em várias posições, consoante a idade do bebé. Ainda não tive disponibilidade para fazer uma página de instruções para os meus, mas aconselho uma visita à da marca Goo-Ga, que é muito boa.
Usar o sling é fácil mas requer prática e, sobretudo, calma. Deve-se experimentá-lo com o bebé bem disposto e não desistir à primeira nem à segunda se ele não gostou imediatamente. Uma vez instalado o bebé, o ideal é passear pela casa ou fazer alguma tarefa doméstica simples que implique movimento. A minha experiência é a de que nada acalma o bebé como sentir os mesmos ritmos que já conhecia quando estava dentro da barriga. Com os slings, como com tanta coisa, primeiro estranha-se, depois entranha-se.
E é lavável?
Claro! Na máquina a 30º ou 40º C, conforme os tecidos. E, tal como toda a roupa, deve ser lavado antes de entrar pela primeira vez em contacto com a pele do bebé.
(Garanto que este blog não se tornou monotemático. Posts mais diversificados para breve.)
janeiro 08, 2007
babywearing

Ontem estivemos numa festa de anos onde a A. era uma de pelo menos quatro bebés (e já não tão bebés) slingados/belecados. Somando a esses os proprietários de cerca de vinte slings que já saíram cá de casa, quem sabe se estaremos a assistir a uma onda de babywearing?
No Flickr encontram-se centenas de fotografias e pelo menos um grupo dedicado ao tema. As técnicas e marcas usadas são inúmeras mas o princípio é sempre o mesmo: manter o bebé tão juntinho de nós quanto mandam os melhores dos instintos. Eis algumas das minhas fotos preferidas:

Originally uploaded by nepenthe.

Originally uploaded by joeyhurley26.

Originally uploaded by greasy chicken face.

Originally uploaded by phitar.

Originally uploaded by carrier.
janeiro 06, 2007
+slings

Nova colheita de slings, uns com tecidos dos anos 70 e outros com tecidos africanos. A A. vai ficar com um e os outros estão na loja.




dezembro 29, 2006
belecando

Aprendi no livro Capulanas e Lenços que em Moçambique se belecam os bebés. Um bebé belecado é um bebé slingado (e, segundo, o mesmo livro, um bebé feliz).
Na loja há nova fornada de slings.


dezembro 28, 2006
mândala

Antes do regresso aos bonecos, novos sacos. Estão na loja e guardei parte do tecido para fazer dois slings.

dezembro 13, 2006
sling (o meu terceiro braço)


O sling da A. é mesmo o meu terceiro braço. Com ela slingada consigo fazer uma série de coisas (incluindo escrever um post de vez em quando!) que só com dois braços são impossíveis. Para partilhar esta "descoberta" e em resposta aos comentários que o primeiro e o segundo suscitaram (e, por falar em comentários, parece que já funcionam outra vez) há três na loja. São feitos em tecidos bem portugueses, têm fitas para segurar uma chucha ou um brinquedo e o mínimo de costuras possível para juntar maleabilidade e resistência.
dezembro 04, 2006
quem faz um sling...

...faz dois slings.
(E muito obrigada por todos os comentários ao primeiro!)
novembro 29, 2006
slingando


Nas últimas duas semanas a A. passou boa parte do dia confortavelmente enroscada no sling de uma amiga. Éramos para o ter devolvido há dias mas comecei a achar que não podia passar sem ele. Okupámo-lo enquanto tentava decidir-me (coisa que uma puérpera não faz facilmente) entre um daqui e um daqui, até que me lembrei que também podia fazer um. Googlei (o verbo existe pelo menos em Inglês) o assunto e encontrei diversos moldes e muita informação. Passei uma manhã a imaginar as costuras perfeitas para juntar conforto e acabamentos bonitos e em poucas horas... voilà! Agora é resistir à tentação de fazer um diferente para cada dia da semana, até porque tenho de dar resposta aos pedidos de bonecos...

outubro 14, 2006
ao ombro e à volta do mundo

rosa. Originally uploaded by lairilai.

.... Originally uploaded by lairilai.
Dois sacos com a minha irmã em Inglaterra e, a partir de amanhã, a caminho dos antípodas. E mais:

rola um namoro na minha mesa. Originally uploaded by Interludio.

timor 315. Originally uploaded by vendinha.
Dois no Brasil com a Mariana e um em Timor com a Alexandra.
Não sei quantos mais vou poder ter na loja nos próximos meses, e os que lá estão já são muito poucos, mas espero continuar a ver aparecer aqui alguns dos que já andam por aí a passear.
outubro 11, 2006
chita ♥


De alguma maneira, esta imensidão de posts sobre chitas granjeou novos clientes a certas lojas e outros tantos pares de olhos mais atentos a montes de trapo e fundos de baús. Se essa for a conquista deste blog, dou-me por satisfeita.
Esta chita lindíssima foi-me enviada pela Joana Miranda e, para além de ter passado imediatamente a ser uma das estrelas da minha crescente colecção (acho que já posso chamar-lhe isso), fez-me ter ainda mais a certeza de que um dia vou matar as saudades que tenho das jornadas na BN com uma investigação a sério sobre a história destes tecidos e destes padrões.

setembro 29, 2006
mon amour,

Só quando comecei a folhear catálogos de tecidos africanos é que percebi que, para além de padrões surpreendentes e por vezes misteriosos, eles têm frequentemente nomes inesperados. A escolha de uns e outros, fiquei a saber depois, não é inocente e está carregada de histórias e de História: vejam-se, por exemplo, pagnes et paroles, african presidents on printed fabrics, Akan cultural symbols project e o livro Capulanas & Lenços (Vários autores, Maputo, Missanga, 2004), que também tem uma secção ("Capulanas falam") dedicada ao tema.
Tudo isto para explicar que achei tão bonito o nome deste tecido, para não falar no desenho, que decidi estampá-lo em alguns dos sacos novos. Estão na loja.
setembro 27, 2006
cor de abóbora

...e com folhas que parecem desenhadas pelo António Quadros. Na loja.
agosto 29, 2006
espirais

Last but not least, depois de quase quase todos os outros terem partido, sacos com outro dos primeiros tecidos africanos que comprei. É fresco e verde como me apetecia que o dia estivesse hoje e já o usei para alguns bonecos, como o #604 e, muito antes dele, o #235, aqui em baixo a olhar para a sua linda dona (obrigada - com um ano de atraso meu! - Patrícia e Antónia). Estão na loja.

julho 11, 2006
ovnis!

Depois de todo o tecido que tinha para os sacos anteriores ter sido usado e os primeiros já estarem a aterrar em novos ombros, ovnis africanos ao melhor estilo teledisco (já não se diz teledisco, eu sei) 80s. Estão na loja.
junho 28, 2006
#590

...a contar as horas para a ecografia de amanhã.
Na loja está o último saco da segunda (e última) fornada de sacos do cadeado.
Back When We Dressed Up Bread: What were the crafty people of Japan doing 40 years ago?. A não perder também a extensa lista de links para sites crafty japoneses, com pérolas como esta (daqui).

junho 19, 2006
azul

Os sacos do cadeado já partiram. Estes têm cores de praia (estão na loja).
Aqui, um quilt feito de tecidos africanos.


junho 07, 2006
...

Da primeira série de sacos deste verão estes são os últimos. Já estou a escolher tecidos para os próximos e acho que para além das chitas vou atacar o meu stash de tecidos africanos.
Nota: O funcionamento do weblog.com.pt nos últimos tempos tem deixado muito a desejar: impossibilidade de publicar entradas durante horas a fio, comentários que não ficam registados, etc. Apesar de ter sido uma das primeiras pessoas a aderir ao serviço começo a ter vontade de migrar para paragens mais fiáveis. Já perdi a conta aos emails enviados para o apoio técnico. Aos que tentam comentar e não conseguem as minhas desculpas. A alternativa é o email rosapomar arroba mac ponto com (reclamações para suporte arroba weblog ponto aeiou ponto pt).

junho 02, 2006
chita

Já fez um ano que costurei o primeiro saco. Perdi a conta às vezes que foi à máquina. As cores esbateram um bocadinho (e ficaram, acho eu, ainda mais bonitas) e continua ao serviço (nas compras, nas idas aos correios, nos passeios). Revistos a correr os arquivos, fiz com estas novas velhas chitas pelo menos: sapatos, cobertores, edredões (*) e mudadores, bordados, muitos, muitos sacos, pegas, mais sacos, babetes, estojos de agulhas, quilts, chatelaines, aventais e, claro, bonecos. Pensando bem, voluntaria ou involuntariamente, o que lhes fiz mais foi mesmo publicidade.
Acho que ainda há ombros vagos que cheguem para mais uns sacos. Estes já regressaram à loja foram vendidos esta manhã (obrigada!).
maio 16, 2006
moura

As etiquetas dos tecidos de há uns anos (de há quarenta anos para trás? Ainda não levei o assunto suficientemente a fundo para ter a certeza) fascinam-me. No Verão passado encontrei uma e esta chegou-me hoje pelo correio - obrigada Alexandra!
abril 20, 2006
pequeninos e de pano

Não sei em que categoria agrupar os penduricalhos e congéneres coisas pequeninas feitas de pano com recheio ou não que tenho sempre vontade de fazer e me fascinam quando as encontro noutros lados, nas suas muitas variedades possíveis. Do meu já quase impossível de percorrer arquivo de crafts recuperei, por ordem cronológica, as etiquetas dos bonecos (que continuo a fazer para cada um deles), os marcadores de livros, as bagtags (outra), os pires de pano (também em versão de natal), as chatelaines (mais) e finalmente as nano lalás (na fotografia está um de vários enfeites que fiz para o Natal passado e que não chegaram a aparecer aqui).
Por outras paragens, têm-me encantado as dos brincos e colares da Margarida, as pregadeiras da Catarina, a boneca nova da Hillary e por aí fora, que as abençoadas hormonas da gravidez já não me deixam lembrar de mais nada para acrescentar à lista.
março 07, 2006
sewing from life: mary's dolls

Apesar de já ter feito vários links para A Saloia, acho que nunca partilhei o entusiasmo que sinto pelas mais recentes bonecas da Mary. Não sou muito capaz de explicar o que é que as torna tão especiais, mas creio que a forma como se inspira e o cuidado que põe em cada pormenor sem com isso perder a espontaneidade são duas boas razões. E ainda por cima são (nas cores, nas caras, nos pontos, no ar) deliciosamente portuguesas, o que não só é um atributo que raras vezes acho delicioso como cada vez menos se nota naquilo a que se chama artesanato hoje em dia.
fevereiro 03, 2006
a propriamente dita (chita)

Não é da que se fazia há mais de cem anos nem tem o estilo por razões desconhecidas dito de Alcobaça (de padrões como este, felizmente facsimilado e produzido actualmente), nem é a minha preferida, mas é chita propriamente dita, da de 70cm de largura e trama muito aberta, frágil, parola, linda. Quantos fins de rolo como este que esperou por mim haverá ainda? Quando for grande escrevo-lhes a história.

janeiro 23, 2006
on a brighter note...

Vale-me a fiel e velha ixus, metida na mala antes de voltar a sair de casa. Graças a ela pude trazer comigo (só em pixels) este não-percebi-o-quê de chita velhinha, desbotado, remendado, lavado e pendurado num estendal por onde passei.

janeiro 19, 2006
isto não é um pote

"É um Pote Muito Útil", disse Puff. "Cá está ele. (...) E é para pôr coisas dentro. Pega!"
Quando Inhon viu o pote, ficou muito excitado.
"Que bom!" disse ele. "Vou pôr o meu Balão neste Pote!"
"Não pode ser, Inhon", disse Puff. "Os balões são muito grandes para caber dentro de Potes. O que se faz com um balão é, segura-se no balão "
A. A. Milne, Joanica Puff (ed. A Regra do Jogo, 1974. Trad. Manuel Grangeio Crespo).
dezembro 29, 2005
crafting japanese

A Aranzi Aronzo foi a primeira marca crafty japonesa que conheci e o livro que encomendei há já mais de um ano continua a ser um dos meus preferidos. Hoje recebi da Mitiko, com quem tenho trocado surpresas (porque com elas falamos muito melhor do que por palavras), este outro, cheio de projectos fáceis e lindos.
Doumo arigatou gozaimashita!





ISBN 4579110765
dezembro 17, 2005
...




Nada, nada fácil, a tarefa de júri. As bonecas meninas, todas em bando, lembraram-me as de Henry Darger.
dezembro 05, 2005
na(tal na) loja


Este fim-de-semana o Natal instalou-se na loja: temos musgo verdadeiro, nenhuma neve falsa e uma árvore branca decorada com passarinhos, peixes e carapins da Hilda, figuras do presépio da Ana e os meus novos pires de pano alusivos à quadra.
No calendário do Advento da E. (que é igual a este) têm aparecido botões em forma de coração, guarda-chuvas de papel daqueles de enfeitar gelados e outras coisas particularmente interessantes quando se tem menos de três anos.
Na escolinha pediram que cada criança fizesse com os pais um enfeite para a sala. Todas as ideias que tive me parecem demasiado elaboradas para execução atempada. Para sucesso garantido basta juntar guizos.
novembro 28, 2005
da loja

Já se sente o Natal a chegar. No frio, nas luzes e nas pessoas que entram na loja (umas pela primeira vez e outras em mais uma de muitas e sempre agradáveis visitas) à procura de prendas. Tal como elas, gosto de ser surpreendida pelas novidades (a crescente colecção de bichos da Hilda, os presépios da Ana) e, por outro lado, de ver as reacções às coisas novas que levo quase quase todos os dias (puf puf...). O calendário do Advento que lá estava de manhã já foi embora (olá Isabel!), mas amanhã levo mais um, diferente.


Carta ao Pai Natal:
¶ Uma destas malas da Orla Keily (descobri aqui).
novembro 26, 2005
advento


Por muito pouco que o que adveio faça parte dos nossos festejos, os calendários do Advento sempre foram uma das minhas decorações de Natal preferidas. Não sei se a E. desta vez já vai estar na expectativa de ver o que o dia seguinte lhe reserva, mas vai poder seguir os dias num calendário em pano com 25 bolsos, que dois anos depois de planeado nasceu finalmente. E terá pela frente todos os natais que quiser para voltar a usá-lo.
Outros calendários do Advento aqui e aqui.

novembro 24, 2005
♥♥ dourados

Há bastante tempo que não tinha prontos novos sacos mas, para responder a quem tem perguntado, ei-los de volta. Estes (são três e estão na loja e na loja) são feitos numa das minhas novas chitas preferidas, com um padrão que já tinha usado mas numa combinação de cores diferente e que agora me parece perfeita.

outubro 25, 2005
babete xl

Há exactamente um ano fiz o primeiro babete (foi a Miriam que mo lembrou). Foi um projecto divertido, por causa das nódoas pintadas e das letras que bordei à mão. Nessa altura também fiz vários pares de sapatinhos de bebé todos diferentes uns dos outros e outras coisas que ainda não tive tempo de retomar. Todos os que nasceram entretanto eram para bebés pequeninos, mas agora tenho finalmente pronta uma colecção (são só 9) de babetes para toddlers, impermeáveis e segura-migalhas, feitos com a chita de que mais gosto. Este ficou para a E.
Muito obrigada por todos os emails e comentários de parabéns!

outubro 21, 2005
lala lá

Os cobertores pequeninos feitos com bandas de três chitas diferentes são uma minhas das novidades na loja. A Hilda tem encantado os visitantes com os seus carapins (palavra quase tão doce quanto o seu significado) e a Ana tem finalmente pronta mais uma série das requisitadíssimas papelsonagens.

outubro 19, 2005
eles andam aí

Invadiram-nos e chegaram às montras das grandes cadeias de roupa espanhola. Lindos, feios, divertidos, geniais, plagiados, interessantes, oportunistas, cuidados, preciosos, pensados, horripilantes, peludos, carecas, ingénuos, articulados, cosidos ou tricotados, estão por toda a parte. Nos de que gosto, cativam-me sempre as mesmas características: originalidade, qualidade dos materiais e do corte e perfeição dos acabamentos.
Eurobad: pesadelo vintage.
outubro 08, 2005
©obertor

Há cerca de um ano comecei a fazer cobertores pequeninos, primeiro com chitas e logo a seguir com outros tecidos. A E. tem um ao tamanho da cama para dormir a sesta e agora, depois de muitas pessoas mo terem pedido ao verem os pequeninos, há mais a nascer.
outubro 06, 2005
...

Mais chatelaines para a loja, pois estavam esgotadas há dias. Gosto particularmente de as fazer porque, mesmo sendo um utensílio de trabalho, têm qualquer coisa de bijou e ainda são primas dos bonecos. Uma das anteriores foi apanhada pela Sónia na sua passagem por Lisboa (registada em fotografias lindas como esta). A propósito, descobri este site que é um léxico para catalogação de vestuário (o site mostra que as chatelaines propriamente ditas são usadas à cintura e não ao pescoço...).
O excelente blog colectivo sobre ilustração Drawn! deu ontem (pela mão da demiurga Claire Robertson) destaque à nossa loja. E houve boa gente a dar por isso!
Ainda sobre a Majora e os jogos para crianças, recebi um comentário da Maria Carvalho que me fez voltar ao site e percorrê-lo de uma ponta à outra: por muito desoladoras que sejam todas as outras secções, o Museu merece uma visita (e torna mais válida ainda a ideia das reedições): não está lá o meu querido jogo dos correios, mas fiquei deliciada com o Bordados Infantis e o Trabalhos entrançados. Pelo que fiquei a saber, o museu está instalado na fábrica e está aberto ao público. O passo seguinte, não tivesse eu já demasiado que fazer, seria contactar a empresa para a convencer da ideia (de preferência em economês, a oferecer os meus serviços de consultadoria).

outubro 04, 2005
na loja

Hoje fui eu a abrir a loja. Entre as 10 e o meio-dia o centro está sempre sossegado e há tempo para trabalhar e para conversar com quem entra. Nos últimos dias, o destaque na agenda cultural tem trazido à nossa porta muitas caras novas. Agora, depois da correria loja-trabalho-escolinha-casa, o desafio é conseguir fazer mais umas nano bonecas para responder a vários pedidos. Porque amanhã também é dia de trabalho...



setembro 30, 2005
show and tell

Este tecido, que é provavelmente o meu tecido preferido de sempre, foi-me enviado pela Samantha num acto de pura generosidade. Acho-o tão precioso que não sei se alguma vez vou ter coragem de o cortar. Com ele vieram ainda galões deliciosos e um simpático camelo.
A Olivia anda tão obcecada como eu por livros japoneses e tem encontrado verdadeiras pérolas. Foi através dela que fiz a principal descoberta do dia:
Ryoko Ishii: ilustradora e fazedora de bonecos extraordinários como este e este.
De link em link (o problema é parar), cheguei a:
Comacoma: site da (o?) ilustradora Kayoko Date. ♥ ♥
setembro 29, 2005
busy bees



A manhã de hoje na loja foi a mais agitada desde que abrimos, há duas semanas. Às dez recebemos uma fotógrafa da revista Sábado e, meia hora depois, uma jornalista da RTP com quem conversámos imenso (a ver vamos o que fica de tudo o que dissemos quando, daqui a uns dias, a peça for emitida). Tinha levado uma t-shirt para trocar, com medo de que a minha trouxesse demasiados vestígios dos kiwis que partilhei com a E. ao pequeno-almoço, mas claro que à última me esqueci. Se não se vir nenhum kleenex usado a sair-me dos bolsos já me dou por satisfeita...
Estou num novo ciclo de vício em sites japoneses de handmade style:
Noninoko: a explorar de uma ponta à outra. Há um livro de actividades para fazer com crianças com instruções para criar tesouros como este e ideias tão boas e simples como este tricot sem agulhas. Estas (ou serão outras?) actividades estão publicadas em livro.
...e ainda, um avental muito bem entregue.
setembro 28, 2005
little ones

Nano lalás prontas para a loja.
Do Japão, via Wawaya: bonecos e outras coisas de Akiko Kawana.
setembro 24, 2005
bom tempo

Esta semana escrevi menos do que o costume e li menos blogs do que o costume (mas bebi cada imagem do cute off ao desafio entre a Hillary e a Amy) e, para compensar, consegui fazer o banner com o contacto da loja, um link para as fotografias que lá vamos tirando e outro para a minha e-loja. Hoje em dia passo muito mais a ler blogs do que jornais ou revistas e os meus preferidos fazem-me falta ou deixam-me saudades quando desaparecem (Ana, onde escondeste desta vez os Matraquilhos?).
Já pensei em várias lojas para acrescentar ao Crafty tour of Lisbon e vou tentar fazer pelo menos um post quinzenal dedicado a este tema.
Na loja, os novos aventais para os lápis continuam a partir, bem embrulhados feitos presentes ou abraçados a lindas meninas.
setembro 19, 2005
chatelaine (viii)

A manhã na escola foi um sucesso, sem lágrimas e com a sopa comida. Estamos no bom caminho...
Amanhã vou levar coisas novas para a loja. Entre elas, mais algumas chatelaines. Gosto de as imaginar perto de outros corações (como o da Débora e o da Hilda).
setembro 17, 2005
mais

Não tenho conseguido acompanhar quase nenhuns dos meus blogs preferidos mas, naturalmente (pelo menos para nós), o assunto loja está longe de estar esgotado. Estar atrás de um balcão várias horas por dia é uma experiência nova para mim. Contacta-se com pessoas muito diferentes umas das outras, umas que já conhecem o nosso trabalho e vão lá para o poderem ver com as mãos, outras que estão só de passagem mas entram na mesma. Estou sempre curiosa e atenta ao que dizem. Às vezes é um bocadinho estranho, sobretudo quando ouço alguém a dizer o meu nome ou a falar do meu trabalho sem saber que eu estou mesmo ali.
Entre os visitantes de hoje houve: um coleccionador de coisas em forma de cão ou com desenhos de cães (que ficou encantado com a Izidora Basset da Hilda), várias namoradas a darem a deixa aos respectivos e pouco perspicazes namorados sobre o que gostavam que eles lhes oferecessem, uma simpaticíssima senhora com quem conversei sobre chitas e que levou várias pegas para oferecer no Natal e duas gémeas pequeninas e a sua mãe prendada que não resistiram aos caça-ventos da Ana.
Já tenho uma segunda fornada de aventais-estojo (irmãos mais novos do da E.), porque a primeira desapareceu num instante. E amanhã, se tudo correr como planeado, deito mãos a mais uma leva de chatelaines (a da Débora já está a uso e as outras também já foram levadas).
setembro 16, 2005
a loja, dia 2

A E. tem ido para a escolinha com o pai. Parte-lhe a ele o coração e menos a mim, que a sei contrariada mas encontrei contente (ontem mais ou menos e hoje sem grandes dúvidas). Correu tanto no jardim com os outros meninos que fez uma esfoladela num joelho, deu abraços de até segunda a toda a gente e não me parece ao chegar a casa nem um bocadinho menos activa e interessada por tudo o que a rodeia. Na próxima semana continuamos o período de adaptação e a seguir se verá se está pronta para dormir a sesta.
Na loja, foi o primeiro dia com as horas todas que, divididas pelas três são quatro para cada uma. Vieram mais amigos, conhecidos, curiosos, desconhecidos surpreendidos, cientistas munidas de salvadoras tabletes de chocolate, maridos em busca do livro de receitas ideal, simpáticas assistentes das lojas do lado, etc. etc. E, entre a conversa e as supresas, ainda consegui adiantar algumas encomendas atrasadas. Agora só me falta dormir.

a loja, dia 1


Durante toda esta semana, enquanto o Miguel e o Filipe trabalhavam de sol a sol a transformar este espaço na nossa loja não vi nada do que estavam a fazer.
Tinha adorado o projecto da Hilda, concebido de longe e a partir de uma planta (mal) feita por mim de memória, e o Filipe foi-me mantendo a par dos avanços, das expedições para encontrar as madeiras (todas reaproveitadas de soalhos antigos e obras variadas), dos mil pregos arrancados e martelados, da construção de todos os expositores, das paredes e da magnífica bancada. Mas só hoje, depois de conseguir encaixar todos os outros horários para sair finalmente em direcção a Picoas, vi com os meus próprios olhos o que eles os dois construiram para nós. Nenhuns móveis comprados poderiam acolher da mesma maneira aquelas peças. Tanto assim que em pouco mais de três horas os expositores e paredes estavam preenchidos, tudo estava arrumado, e estávamos prontas para receber a Gabriela, jornalista da Visão, para mais uma entrevista.

Às sete começaram a chegar os amigos e convidados, uns esperados e outros de surpresa, que nos cobriram de palavras simpáticas e bons augúrios. Obrigada, muito obrigada, a todos os que vieram e a todos os que de longe nos desejaram boa sorte. Espero que possam vir visitar-nos um destes dias!
E obrigada, acima de tudo, à Hilda, ao Miguel, ao Filipe e à Ana que, com a sua imaginação, o seu empenho e o seu tempo, tornaram este sonho uma realidade.
setembro 12, 2005
convite

Rosa Pomar { *
Hilda Portela { *
Ana Ventura { *Inauguração dia 15 de Setembro às 19h
Centro Comercial Picoas Plaza, loja C1.38
Rua Tomás Ribeiro, 65
Lisboa
setembro 11, 2005
avental-estojo

Não sei se vem nos livros, mas acho que é mesmo um facto: por volta dos dois anos começa a idade das malinhas. Dão imenso jeito para os trinta segundos em que se quer mesmo sair de casa com aquele boneco/livro/lápis/peça de lego na mão e em geral perdem o interesse mal se andou uns metros e passam o resto do passeio na mão (ou, com sorte, dentro da mochila) da mãe. À cintura acabo de comprovar que chegam a ficar o passeio todo. Além do mais, um kit de caderno+lápis pode permitir à mãe dar dois dedos de conversa pouco interrompida com uma grande amiga acabada de regressar a Portugal.

Machine made patchworks: desconfio que as minhas pegas um dia destes crescem (mais imagens).
Bubby: boneco de tricot, no último número da Knitty.
setembro 10, 2005
chatelaine (iii)

A primeira é-me útil todos os dias, a segunda está a caminho da Madeira e esta é a terceira, mas não a última...
setembro 07, 2005
o saco

Depois de pronto e lavado, o saco da E. ficou bastante parecido com o que queria fazer. Usei como modelo um outro, feito por uma das irmãs da minha bisavó, e que é tão bonito que merece um post só para ele. Este é tal e qual aquilo que se costuma chamar um saco do pão, por fora feito de restinhos de tecido e por dentro de tecido branco de algodão, neste caso novo mas que também costumava ser reaproveitado (por exemplo de sacos de farinha).

Ela gostou, felizmente, e já o encheu com as peças desirmanadas de vários jogos que lhe pareceram indispensáveis para o primeiro dia na escolinha. Óbvio é que preferia uma mochila, mas já a tenho planeada.
Outros sacos: o da Mary (vale a pena espreitar também todos os outros posts) e o da Eva.
...e links:
Imaginação com sacos de plástico: Encontrei no blog do Craftster.org (site crafty com o melhor texto de apresentação).
Que chita bacana: imagens da exposição no blog da Dona Chita. Como infelizmente não posso ir ver com os meus próprios olhos já encomendei o catálogo.
setembro 04, 2005
chatelaine

A principal vantagem de ter em casa quilómetros de fitas de todo o género é poder deitar mãos a novos projectos sem ter de ir às compras. Anteontem a Gilberta deixou-me uma sugestão que tive vontade de pôr em prática desde o momento em que a li: fazer uma chatelaine: uma almofada para alfinetes de trazer ao pescoço com uma tesourinha em baixo.

Já tinha aprendido que é prático andar sempre com uma tesoura, mas não me tinha ocorrido este dois em um.
No google encontrei muitas chatelaines elaboradíssimas de trazer à cintura (por exemplo esta e esta), mas nenhuma tão simples como as que fiz: primeiro uma para mim, que já se mostrou muito útil e que nem para ir à rua me apetece tirar, e depois esta, ainda sem destino, que me lebrou logo o The Melancholy Death of Oyster Boy.

agosto 31, 2005
armazém dos linhos

Nenhum roteiro crafty da cidade do Porto (ora aqui está uma ideia que podia ser concretizada em conjunto através, por exemplo, de um grupo no Flickr) pode ficar completo sem incluir o lindíssimo Armazém dos Linhos. É esta a loja que produz e distribui a maior parte das chitas actuais que uso para os meus sacos e bonecos. Fica ao fundo da Rua de Passos Manuel e merece uma visita nem que seja só para olhar. A não perder, no fim do corredor, o monte de restos e bocados de tecido com falhas na impressão que às vezes produzem efeitos curiosos.


Armazém dos Linhos
Rua de Passos Manuel, 15-19
4000-001 Porto
Matilde Beldroega: é refrescante encontrar um blog português de que se fica fã imediatamente. Ontem, através de um link da Patrícia Lima, encontrei as bonecas da Rita Pinheiro. Vale a pena vê-las todas. São deliciosas e feitas com imensa atenção aos pormenores. Parabéns Rita!
Kino Textile Works: foi também na Matilde Beldroega que descobri o link para este site incrível. A técnica usada é essencialmente a mesma da Ema, que também adoro. Chamaram-me particularmente a atenção os enquadramentos, que são perfeitos (♥).
agosto 29, 2005
estojo sabão

Há onze anos fiz um estojo de enrolar para os pincéis e canetas de um amigo que andava em Belas Artes. Usei um tecido de linho antigo que a minha mãe tinha em casa e cosi-o todo à mão. Só tinha um elástico ao meio, em vez de bolsos, mas gostei tanto do resultado que fiquei sempre com vontade de fazer outros no género. Agora, entre os tecidos que já tinha deixado preparados antes de ir de férias e os que comprei entretanto, vai ser um fartote.



(na loja)
agosto 28, 2005
caixinha do tempo




Uma caixa de vinho do Porto transformada em caixa de costura. Lá dentro, agulhas, botões e linhas de passajar.
agosto 26, 2005
máquinas de costura (ii)

A máquina da minha avó Berta ainda tem o (precioso) livro de instruções. É uma Singer 15K88.


agosto 25, 2005
máquinas de costura (i)

No quarto de costura da casa que foi do meu trisavô as duas Singer ainda trabalham.

agosto 22, 2005
a arte popular em portugal

Boneca de trapo (Douro Litoral)

Pastor (Cabeço da Neve, Serra do Caramulo)



imagens retiradas do terceiro volume de A Arte Popular em Portugal, dir. por Fernando de Castro Pires de Lima (Editorial Verbo, s.d.).
agosto 11, 2005
contagem decrescente

...para as férias. Amanhã é o nosso último dia em Lisboa e em vez de começar a fazer a mala passei boa parte do dia a brincar aos tecidos e a planear um monte de estojos para as agulhas de tricot. Entretanto, tenho finalmente mais alguns sacos de chita moderna na loja e aprendi outra coisa sobre as chitas com um lojista simpático:
Diz ele que as chitas que se vendem hoje em dia são chitas de Alcobaça mas que as chitas propriamente ditas deixaram de se fazer há cerca de dez anos, quando a última fábrica que as produzia fechou (e no sítio dela nasceu um condomínio). Estas chitas existiam em enorme variedade de motivos e tinham muita procura entre Março e Junho (se não

































