maio 28, 2004
bairro
Aqui no bairro, são sinais do verão que se aproxima o cheiro a bolos quentes a partir da meia-noite e o de sardinhas assadas ao fim-de-semana.
maio 27, 2004
azul e branco

Depois de a Isadora, que é uma rapariga séria, escrever aquela entrada sobre o Jorge Costa, quem sou eu para ter vergonha de dizer aqui que cá em casa torcemos todos pelo FCP (e eu em particular pelo treinador e pelo guarda-redes)?
maio 16, 2004
ain't necessarily so
(se de repente apetece tanto ouvir aquela versão daquela música um bocadinho de limewire é uma maravilha.)
Da ra da am de ra am de
Ba ra ba am dee da am doo
Ba ra am de ba ra am de
Da ra doo dee
Jonah he lived in a whale
Jonah he lived in a whale
He made his home in that fishes abdomen
Jonah he lived in a whale
ain't necessarily so
(se de repente apetece tanto ouvir aquela versão daquela música um bocadinho de limewire é uma maravilha.)
Da ra da am de ra am de
Ba ra ba am dee da am doo
Ba ra am de ba ra am de
Da ra doo dee
Jonah he lived in a whale
Jonah he lived in a whale
He made his home in that fishes abdomen
Jonah he lived in a whale
maio 06, 2004
*
experimentei um vestido (acho que era um vestido).
gosto de roupa que se veste e vai à máquina e seca e se veste e vai à máquina e etc. de ter poucas peças de roupa mas só as de que gosto muito e que uso até estarem puídas e desbotadas. alguns pares de calças e sapatos que tive lamentei não ter comprado em duplicado.
só me fartei de usar sempre a mesma roupa durante os últimos meses da gravidez, quando vesti alternadamente dois únicos (e lindíssimos) pares de calças.
o vestido era muito bonito. senti-me uma boneca.
depois achei o meu cabelo péssimo e a minha pele cansada e com que sapatos é que ia vesti-lo (o vestido estava bem, portanto, mas não o resto).
maio 03, 2004
how to charm me (*)
buy me some of this fabric
(*) dooce é a minha mothern favorita do momento.
abril 20, 2004
sonhei
que estava com a minha irmã em ny, perto do rio, junto a um prédio branco no meio do nada (estava nevoeiro). em volta do prédio havia canteiros cheios de plantas e entre as plantas havia uns tufos brancos que ela queria ir ver de perto, porque não tinha percebido que eram as orelhas de cães (muitos muitos cães) que esperavam, sentados e contentes entre as plantas, prontos para nos desfazerem em pedacinhos. os cães eram lindos e macios, do tamanho e feitio de pastores alemães mas brancos e com olhos azuis. arfavam em silêncio. quando lhe expliquei, uma onda de medo passou-lhe pelo corpo. tão forte que eu também a senti. e os cães também. pedi-lhe que pensasse depressa em coisas boas enquanto eu própria ficava cheia de medo. uma onda de pensamento em coisas boas percorreu-nos a ambas e sossegou os cães. depois fomos embora, pelo nevoeiro.
abril 02, 2004
irra
hoje vou ter de recusar um desafio de trabalho excepcional e irrepetível.
para me consolar, espreito aqui e aqui as coisas buni® da anna torma (descoberta via tania). faz-me pensar numa fátima mendonça com agulhas.
março 26, 2004
avó
quando fazíamos um bolo era sempre o meu avô que untava a forma porque com as unhas dela (sempre arranjadas e muito compridas) não dava jeito nenhum. foi enquanto fazíamos um bolo (ou biscoitos, não sei) que a minha avó me ensinou o que era o apartheid.
março 22, 2004
josé mário branco ao vivo em 1997
mas como é que eu não conhecia este disco há mais tempo?
março 15, 2004
heather has two mommies
...relativamente à questão da adopção por casais homossexuais, por muitas voltas que dê a minha posição continua a ser: não consigo ser contra.
aqui fica um excelente (e histórico) livro (para crianças) que li sobre o assunto.
março 07, 2004
irene
eu quero ir minha gente
eu não sou daqui
eu não tenho nada
quero ver irene rir
quero ver irene dar sua risada
irene ri, irene ri, irene
irene ri, irene ri, irene
quero ver irene dar sua risada
caetano veloso, 1969.
fevereiro 25, 2004
desarmada
f., que já não dá conta do recado, que já não lava nem limpa, que não tem apoio domiciliário da misericórdia porque a filha sabotou todos os meus esforços. f., que diz mal dos vizinhos pelas costas, que deita perdigotos, que me mete medo, que bate no gato.
f. toca-me à porta e diz que lhe sobrou lã de uma camisola que fez para a bisneta. puxa de um saco de plástico e mostra o acrílico cor de rosa bebé tricotado em ponto de arroz: ó m'na rosa, está a ver? assim faço uma para as amêndoas da e. o que é que lhe dá mais jeito, uma camisolinha ou um casaquinho?
...
fevereiro 10, 2004
português suave
passados quase dois anos de abstinência, às vezes dão-me umas ganas de pegar num cigarro...
fevereiro 01, 2004
tansa
momentos recentes de quase consumismo acéfalo:
(de certeza que as grandes empresas já têm pessoas a trabalhar para elas como blog analyser ou coisa que o valha. se não têm não sei do que estão à espera)
- ver os anúncios do skip aloé vera (desenhos animados) e achar por momentos que de certeza que é muito melhor que a variedade de skip que uso regularmente (uma visita ao site português da marca desencoraja qualquer consumo durante os próximos anos);
- ir aos saldos preparar o próximo inverno da e. e ficar a ver a roupa de recém-nascido com a desculpa de um hipotético segundo filho.
janeiro 31, 2004
trincheiras à porta. obrigada cml
eis email que acabo de enviar para a cml (geral@cm-lisboa.pt) e junta de freguesia de santa catarina (jfsc@mail.telepac.pt) sobre as trincheiras da minha rua:
ex.mos srs.
resido na rua ... ... (freguesia de santa catarina). nas últimas duas semanas o passeio junto à minha porta (e ao longo de toda a rua) foi sujeito a duas intervenções por parte de empresas distintas. Por duas vezes em duas semanas o pavimento foi arrancado, escavado e reposto, com as dificuldades que daí naturalmente decorrem para os moradores. no prédio em que resido há uma idosa com dificuldade em movimentar-se e duas famílias com bebés (entre as quais a minha). nos restantes as situações não são muito diversas. ora durante a maior parte dos dias das últimas duas semanas as entradas e saídas (com e sem carrinho de bebé) fizeram-se através de trincheiras, tábuas em equilíbrio duvidoso, montes de terra e lama, etc. como é possível que as intervenções deste género não sejam calendarizadas de modo a não se chegar a este extremo de ridículo que é uma empresa estar num extremo da rua a acabar de recolocar o pavimento e outra estar no outro a levantá-lo de novo? qual é a entidade responsável por autorizar as empresas a realizar uma obra num determinado arruamento? ou será que não é necessário qualquer tipo de licença?
agradeço qualquer esclarecimento que possam prestar-me.
com os melhores cumprimentos,
...
janeiro 27, 2004
quando
eu era pequena (aí até 1983) não havia (cá) barbies. havia tuchas. eram cabeçudas, feiosas e de plástico muito mais cor de rosa que as barbies. também havia cabides forrados a carpélio cor de laranja (ou era castanho?) com uma cabeça de bicho em cima (ou estou a sonhar) e as meninas iam tendo mini-serviços de chá (chineses?) cujo bule não dava jeito nenhum.
janeiro 25, 2004
lúcia


na escolinha os chapéus dos meninos estão guardados numa velha caixa de bolos da confeitaria nacional. sempre que a vejo regresso instantaneamente a uma qualquer das muitas tardes que lá passei contigo.
janeiro 10, 2004
cor de rosa
a minha mãe lê o meu blog (e tem um há quase tanto tempo como eu). o meu namorado lê o meu blog. a minha irmã passa por aqui quando pode. alguns amigos seguem-me de perto e outros de longe a longe. quase desconhecidos dizem-me que me lêem com ar de quem espreitou pelo buraco da fechadura. e eu penso que teria goffman escrito sobre os blogs e que sendo a mesma para toda a gente sou sempre um bocadinho demasiado cor de rosa.
dezembro 31, 2003
e você, acha que é capaz?

pergunto-me quantas pessoas separam de facto o lixo para reciclar.
dezembro 30, 2003
us as birds
pássaro in
pássaro pairando
pássaro momento
pássaro ar
pássaro ímpar
parou pousar
parou repousar
(...)
asa, asa de Caetano Veloso (jóia, 1975)

mãe que faça icons assim há só uma.
matraquilhos
querida ana, se tivesse tempo para desenhar desenhava-te casaco cor de rosa avenida fora. também vi, incrédula, essa pira de preservativos.
(lembro-me do nosso perú bêbado e cambaleante, no quintal, antes de passar para o estágio no alguidar com o limão)
novembro 18, 2003
a outra voz
as coisas pelas coisas e seu prazer dão prazer, é certo. mas mais ainda quando gozadas também por outrem.
abi feijo
cá em casa vê-se pouca televisão. aliás, durante 8 anos vivi sem televisão (o que fazia com que, de cada vez que dava de caras com uma ligada, ficasse como boi a olhar para o palácio, mas isso é outra história). agora é ao fim da tarde que a ligo, às vezes, enquanto preparo o jantar da e. sempre no segundo canal, tenho apanhado fins de vários documentários (género televisivo de que mais gosto) de óptima qualidade. hoje vi parte de um sobre o abi feijo (que não tem um site que lhe faça justiça), realizador de filmes de animação. para além de tudo o resto, fiquei impressionada com os filmes realizados no âmbito de ateliers de animação com miúdos dos bairros do porto.
novembro 08, 2003
selos
se tivesse menos que fazer e se não tivesse um bocadinho de vergonha voltava a coleccionar selos. nas recordações de quando era pequena os selos aparecem com a mesma força que os legos e os livros do petzi. lembro-me de o meu pai (que não colecciona coisa nenhuma para além de livros) me dar o canto rasgado de um envelope com alguns selos colados e lembro-me de me ter ensinado a mergulhá-los em água para dissolver a goma e de os pôr a secar sobre um pano da louça. isto quando eu tinha 6 anos. ordenava-os por temas: animais e plantas, casas e paisagens, reis, rainhas e presidentes, artes, profissões, etc. aprendi imensas coisas com os selos. coisas importantes para uma pessoa pequena: que magyar posta significa correios da hungria, que o mocho é o símbolo da deusa atena, os nomes científicos de inúmeros animais, etc.
quando comecei a escrever cartas e tinha de comprar selos lembro-me de espreitar gulosa (como ainda espreito) para os livros de selos das tabacarias, a pensar que em vez de um selo de 27$00 podia pedir dois de 10, um de 5 e um de 2, que ficava o envelope mais bonito e eu mais satisfeita.
depois, como é do andar natural das coisas, os selos foram ficando esquecidos. até porque coleccionar selos é uma coisa assim um bocadinho nerdy e há uma idade em que as raparigas não querem que se pense que elas coleccionam selos.
mas a verdade é que continuo a detestar aquelas etiquetas cor de rosa que os substituem nos correios e que às vezes dou por mim a rasgar os cantos aos envelopes. um dia se calhar deixo de ter este bocadinho de vergonha.
novembro 01, 2003
plágio
a xica diz que no festival da amadora está exposta uma bd (ainda por cima muito feia) chamada as aventuras da ervilha elvira (ou coisa que o valha). sinto-me terrivelmente plagiada.
outubro 29, 2003
emílio peres

um dia há muitos anos fui ao porto ter com o dr. emílio peres. chegada à consulta fartei-me de chorar. nos anos que se seguiram enviava-lhe um cartão pelo natal a agradecer a grande ajuda desse dia e ele respondia-me com letra cuidada e escrita azul clara a desejar-me coisas boas para o futuro. o dr. peres morreu há poucos dias. deixou livros e muitas muitas pessoas muito gratas.
outubro 23, 2003
estás no jornal!

a lúcia ligou a dizer já viste o jl desta semana? estás na página 43! e depois leu-me o texto: um texto sobre as páginas de história.
outubro 16, 2003
hoje sonhei que ia fazer
hoje sonhei que ia fazer a cama com lençóis rosa espina (fabriano hahmuler 300 gr) e também sonhei com o adjectivo húngaro para descrever pessoas com grande sensibilidade cromática. o adjectivo usava-se por exemplo assim: estou a ver que a senhora é muito húngara.
setembro 15, 2003
barnabé
teoricamente faço parte da equipa de um novo blog, o barnabé, onde apareço descrita como pós-moderna. e eu não sou nada pós-moderna. na prática não sei quando é que lá vou escrever alguma coisa, pouca que é a minha segurança para dar sentenças fora de casa. quero dizer... bem, adiante.
a minha filha está constipada.
setembro 14, 2003
resmungos
ontem à tarde o céu ficou escuro e custava respirar. como uma vez num eclipse de sol, tive pensamentos apocalípticos. fiquei egoisticamente descansada quando soube que vinham de longe. a notícia de abertura do telejornal foi a núvem de cinzas sobre a capital. não o incêndio que lhes deu origem.
*
às vezes o computador provoca-me uma espécie de asco apesar de já nem saber viver sem ele. quero escrever à lúcia e à isabel quando estou lá dentro a fazer qualquer coisa, apetece-me blogar não sei o quê e depois chego aqui e blherrque. não escrevo nada nem a ninguém. apetece-me ver as fotografias novas da minha mãe e as da mariana e depois nicles. é uma espécie de embirração que me dá de repente.
todas as cabeças têm alguns parafusos soltos.
*
os meus posts no mães são sempre um bocado pessimistas: resmungos sobre corantes, conservantes e tubos de escape.
setembro 01, 2003
o grande amor
haja o que houver
há sempre um homem para uma mulher
e há de sempre haver
para esquecer um falso amor
e uma vontade de morrer
seja como for
há de vencer o grande amor
que há de ser no coração
como um perdão pra quem chorou
o grande amor
tom jobim / vinicius
(no regresso, entre montedor e o porto, ouvi mais uma vez o grande amor)
agosto 20, 2003
hallux valgus habeo
quando não escrevo não faz mal, porque a isabel escreve e a mariana também, ainda que doutra maneira.
agosto 06, 2003
f. vive num prédio antigo
f. vive num prédio antigo de um bairro antigo de lisboa. f. é velha e mais velha ficou depois de um achaque violento há coisa de dois anos. f. ouve mal, vê pior e tem um gato que morre de medo dela. f. sai de casa quase todos os dias mas já não dá conta do recado.
r. vive num prédio antigo de um bairro antigo de lisboa. r. é nova (ainda), e agora que é mãe não se importa de fazer ondas.
r. vive por cima de f. e reparou há muito que na corda de f. nunca há roupa a secar. f. já não dá conta do recado. r. tem medo do sujo. o sujo vem por aí acima.
r. puxa pela cabeça (quem toma conta de quem já não dá conta do recado?).
r. abre a lista telefónica, encontra um número de apoio ao idoso. liga e conta a sua história. é uma história muito contada, em muitos prédios antigos de muitos bairros antigos. dizem-lhe que tem de ir ao centro de saúde falar com o delegado de saúde da área. r. liga para o centro de saúde e diz que quer marcar um encontro com o delegado de saúde. dizem-lhe que escreva antes uma carta. r. insiste. dizem-lhe que escreva. r. pergunta em que dia da semana está o dito delegado no centro. insiste.
r. aparece no centro de saúde e descobre a custo o caminho para o gabinete do delegado que é uma delegada. a delegada ouve a história e não reage, como quem acha que nos prédios antigos dos bairros antigos é mesmo assim. a delegada, por detrás do seu rímel, diz que não lhe compete resolver o assunto. r. que escreva para a câmara municipal de lisboa.
r. regressa a casa e lê no jornal que a câmara municipal demorou anos a resolver o problema idêntico de x que vivia num prédio antigo de um bairro antigo de lisboa.
...
r. liga para a câmara. ninguém atende. insiste. ninguém atende.
r. resolve ligar para a junta de freguesia. dizem-lhe que não vale a pena ligar para a câmara. dão-lhe os números de dois centros sociais da misericórdia e os nomes das respectivas directoras.
r. liga para o primeiro. chega à fala com m. que lhe diz que deve dirigir-se à delegada de saúde. r. conta-lhe que a delegada delegou a responsabilidade na câmara. m. revela que a delegada delega sistematicamente todas as responsabilidades. r. insiste, mas agora humilde. invoca a sua condição de mãe. m., solidária, resolve mais uma vez assumir deveres que não são seus e compromete-se a ajudar.
...
m. telefona a r. e vai a sua casa acompanhada de duas agentes da psp. m. inteira-se dos pormenores e explica que vai conversar com f. para lhe propor o chamado apoio domiciliário (que é tomar conta de quem já não dá conta do recado). m. e companhia descem a escada e batem à porta de f. falam com ela a língua dos velhos que ouvem pouco e vêem menos. conversam com f. sem medo do sujo que já quer sair porta fora.
r. admira-se. m. está a resolver o problema.
julho 26, 2003
nunca é por acaso
durante anos perguntei-me onde estavam as raparigas que deviam ter sido as minhas amigas (mais próximas, mais equivalentes, mais parecidas). só as estou a encontrar agora.
julho 15, 2003
voltei a sonhar com a tese
lindo link.
a pensar em design e logotipos.
criei uma lista de coisas por fazer. entre trabalhos e outras são 17 coisas importantes (e os dias a ficar mais curtos).
julho 05, 2003
RTFM
herdei do meu pai o gosto por um certo tipo de organização: a do amor pelas fichas em cartolina, pelas pastas para arrumar recortes de jornais e revistas e pelo desfilar dos livros nas prateleiras. como ele sonho de vez em quando com a base de dados perfeita em que estarão um dia fichados todos os nossos livros e como ele ensaiei tentativas de catalogação entretanto esquecidas que deixaram cotas e etiquetas já sem nexo em algumas lombadas. gosto de sistematizar e de coisas sistematizáveis, de linguagens de programação e de tricot. tenho potencial para ser profundamente aborrecida. não fosse uma certa tendência para o caos que também me (aliás nos) habita e me permite gostar do inesperado, e já viveria por esta altura de redigir manuais de instruções.
palavras e expressões
que lá em casa não se usam (e as que se usam), a propósito de um artigo do público de ontem:
atacadores (cordões dos sapatos) - no dito artigo diz-se que a expressão "atacar os sapatos" está fora de moda e eu pergunto-me se alguma vez foi correcta. atacar os sapatos??
chapéu (guarda-chuva)
enxaguar (passar por água)
enxugar (secar)
escangalhar (estragar; partir)
estar de bebé (estar grávida)
fazer espécie (fazer impressão) - esta aprendi com a d. laura a propósito de osgas
telefonia (rádio)
palavras que só me lembro de ouvir lá em casa:
atolambado (atoleimado)
enxúndia (gordura; unto)
estafermo (basbaque)
felga (balbúrdia. ex.º: "rosa, o teu quarto está uma felga")
manguela (mangalhão) - não consta do dicionário da porto editora
tracanaz (naco)
palavras que só me lembro de ouvir na escola primária:
escanifobético (esquisito) - obviamente não vem no dicionário. será que se escreve assim?
maio 04, 2003
quando aqui escrevo
não me lembro de quem por aqui passa. e há quem passe. muitos ao engano, outros por acaso e alguns que me conhecem. só daqui ou também daqui. como o olímpio, que conheci a fazer uma inesquecível imitação do groucho marx (será que ele ainda se lembra?).
março 22, 2003
antes que me esqueça
parece que uns senhores lá longe nos chamaram "ikea sur tage". tem piada...
fevereiro 15, 2003
vegetables
i'm gonna be round my vegetables
i'm gonna chow down my vegetables
i love you most of all
my favorite vege-table
if you brought a big brown bag of them home
i'd jump up and down and hope you'd toss me a carrot
i'm gonna keep well my vegetables
cart off and sell my vegetables
i love you most of all
my favorite vege-table
oh oh taba vega vegel
(...)
beach boys, vegetables, smiley smile
não é bem um hino vegetariano mas é uma delícia na mesma e faz-me rir sempre que a ouço (oh oh taba vega vegel)
janeiro 23, 2003
...
Death is more than love or is it. Art is more than love or is it. Love is more than death and art, or not. This is the subject. This is the subject. This is it.
janeiro 17, 2003
tenho saudades...

...da julia e do matthijs e da rita e do tom e da charlene, que todos os dias me contava como o elefante tinha comido o tigre no telhado da igreja.
dezembro 22, 2002
natal (quase)
trabalhar ninetofive dias 23 e 26 é a prova de que já não há pastilhinha cunegunde que me salve.
outubro 02, 2002
voltei a ter diário e voltei a desenhar
precisava destas horas de manhã, voltada para dentro. algumas coisas só acontecem sem hora marcada.
julho 18, 2002
I wrapped you...
...inside my coat
When they came to firebomb the house
I didn't feel pain, 'cause no-one can touch me
Now that I'm held in your spell
A beautiful girl
A beautiful girl
Can turn your world into dust
Sell me a car that goes
Sell me a house that stands
I never cared before, I never cared before
I never cared before, before, before, before
A beautiful girl
A beautiful girl
Can turn your world into dust
A beautiful girl
A beautiful girl
Can turn your world into dust
I stood in front of her face
When the first bullet was shot
julho 09, 2002
tobias
tobias, eu tenho esse piano! e deve estar a fazer 20 anos que o tenho e quase 21 desde que comecei a namorá-lo na montra de uma loja de brinquedos em algés. entretanto perdeu as pernas e a afinação, mas ainda toca :)
nine nine nine

nine nine nine gettin jiggy,
people did you see that fire in the city?
it's like we're fresh out of democratic
gotta get yourself a little something semi-automatic yeah...
julho 04, 2002
whassup

o blog da ana pintado de fresco;
um email do danilo com direito a link no let's blogar;
lasers e óculos escuros dos seventies;
os êxitos de rudolfo pardal no quarto ao lado;
sossego
junho 27, 2002
sanjo

eram óbvias como tantas outras coisas e vinham de são joão da madeira. ou todas brancas ou pretas e brancas. quando já tinham desaparecido, encontrei umas em saldo na rua do poço dos negros mas pareceram-me tão desconfortáveis que não as trouxe. as últimas (do meu pai) duraram vários verões e muitas passagens pela máquina da roupa.
cry baby cry
the duchess of kircaldy always smiling
and arriving late for tea
the duke was having problems
with a message at the local bird and bee.
cry baby cry
make your mother sigh
she's old enough to know better
so cry baby cry.
junho 26, 2002
shiatsu afternoon
as minhas costas estão felizes, mas custa-me acreditar que não haja uma única página dedicada ao vasco granja em toda a www :(
cheirava sempre a estevas e era bom

tenho saudades dos solavancos no caminho para as furnas, da casinha do monte e de comer ameixas.
os bancos de napa preta da 4L ficavam quentes e a areia corria pelas costuras fora e picava as pernas.
junho 25, 2002
o gonçalo
apareceu a meio do ano e nunca é fácil aparecer a meio do ano porque nessa altura as simpatias e embirrações já estão todas arrumadas e não dá jeito nenhum ter de revê-las.
por isso (e por causa das microwave-voodoo-dolls), aqui ao lado estão dois links novos. o outro é para o blog do tobias, que eu não sabia que era o tobias até o filipe me dizer.
she said:
what is history?
and he said: history is an angel
being blown backwards into the future
he said: history is a pile of debris
and the angel wants to go back and fix things
to repair the things that have been broken
but there is a storm blowing from paradise
and the storm keeps blowing the angel
backwards into the future.
and this storm, this storm
is called
progress
by la
percebo
o que sentes quando sou eu que saio. lavo os cobertores e acendo cigarros enquanto penso que devia arrastar-me até ao ecoponto. volto a achar que o senhor antónio pode ter razão (será que morreu?). vou (e vou?) pintar o capacete de vermelho e fazer uma bolsa de papageno para a mariana, mas as sereias mantêm-se impávidas, o que significa que estou atrasada. se calhar estou só a dormir a sesta à espera que voltes (já te disse que os lençóis condizem contigo?).
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